Você está em: Andersen / Efemérides

Efemérides

29 de junho

  • Dia da Telefonista
  • Dia do Pescador

Falecimento

  • 1895 — Morre Floriano Peixoto

Outros fatos

  • 1948 — O Partido Nacional vence as eleições gerais sul-africanas, impondo no país o regime de Aparth


1895 — Morre Floriano Peixoto

O militar e político Floriano Vieira Peixoto nasceu em 1839, em Alagoas, e morreu em 1895, no Rio de Janeiro. Foi o segundo presidente da República do Brasil (1891-1894); assumiu o posto após a renúncia do marechal Deodoro da Fonseca.

Ao tomar posse do comando do País, Floriano reabriu o Congresso e suspendeu o estado de sítio, mas afastou governadores fiéis a Deodoro, substituindo-os por membros das oligarquias locais ou oficiais florianistas.

Os políticos ligados à aristocracia rural apoiaram a permanência de Peixoto à frente do governo até o término do mandato previsto para Deodoro da Fonseca, muito embora o artigo 42 da Constituição determinasse que, caso o presidente da República não chegasse a completar metade de seu mandato, o vice-presidente deveria convocar nova eleição. Um manifesto de 13 generais e almirantes exigindo que Floriano cumprisse o referido artigo foi punido com a reforma (aposentadoria) de seus signatários.

Floriano ainda enfrentou e reprimiu com violência duas revoltas: a Revolução Federalista do Rio Grande do Sul e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro. Os dois movimentos, que contavam com a participação de adeptos da monarquia, acabaram por fundir-se, mas foram vencidos. O papel de Floriano nesses episódios valeu-lhe os epítetos de Marechal de Ferro e Consolidador da República.
Apesar de seus partidários exaltados insistirem para que implantasse uma ditadura militar, Floriano Peixoto permitiu que se realizasse a eleição presidencial. Seu sucessor foi Prudente de Morais, civil, paulista, cafeicultor e republicano histórico, cuja posse assinalou o término da República da Espada e o início da República das Oligarquias.


1948 — O Partido Nacional vence as eleições gerais sul-africanas, impondo no país o regime de Aparth

Apartheid é um termo africânder, que literalmente significa separação, mas que, de fato, passou a fazer referência à política de segregação racial da África do Sul. Constituiu-se num conjunto de leis que paulatinamente regulamentaram a separação racial já existente, e deram base legal a essa prática.

 

Uma das primeiras regras, implementada em 1950, foi a Lei de Registro de População, que classificava os sul-africanos segundo critérios raciais e linguísticos, dividindo a população em brancos, negros, mestiços e asiáticos. Com essa lei, os africanos eram retribalizados, ou seja, perdiam a cidadania sul-africana. Mais tarde, a lei das Áreas de Grupo bloqueou o acesso dos negros às cidades, o que acabou causando o crescimento dos subúrbios e dos guetos negros, conhecidos como townships (distritos). Surgiram, também, as Leis da Circulação de Nativos, do Autogoverno Banto, de Serviços Públicos Separados, da Proibição de Casamentos Mistos e a da Imoralidade.

 

De acordo com as leis do Apartheid, os sul-africanos não-brancos não tinham acesso:

  • À propriedade da terra
  • Participação política (somente os brancos podiam votar ou concorrer a cargos públicos)
  • As profissões mais bem remuneradas (ou recebiam, em uma mesma ocupação, salários menores que os dos brancos)
  • Às zonas residenciais brancas, sendo obrigados a viver em áreas separadas

Além disso, eram proibidos os casamentos mistos e as relações sexuais entre pessoas de raças diferentes.

 

Esse sistema só passou a ser abolido após muita pressão internacional, a partir de 1989, com a posse de F.W. de Klerk como presidente da República.